quarta-feira, 25 de setembro de 2013

diante uma desilusão amorosa, o que fazer?



Quando se engata uma relação a dois , o mínimo que se espera dela é que seja conduzida dentro do princípio da confiança e honestidade recíprocas.
Não se pode predizer se o desfecho será a união estável ou civil do casal . Mas que se houver ruptura, que pelo menos esta não seja traumática   a ponto de causar danos psíquicos e morais a qualquer uma das partes.

O amor escolhe diversos caminhos e momentos  para chegar.Quando percebemos ele já entrou em nossa vida sem pedir licença.
A princípio tudo caminha bem. Sonhos são divididos, alegrias são compartilhadas, planos para o futuro são idealizados.
A felicidade é plena. O sonho, a realização do grande amor tão ansiosamente esperado finalmente se concretizou!
Afinal quem não quer viver um grande amor? É a eterna busca pela felicidade a dois!
A vida antes tão monótona , vazia e solitária ganha novo sentido. E a esse amor nada se limita. Não se mede esforços e se desdobra em infinitos agrados e concessões.
Toada a felicidade é creditada à pessoa amada. Jamais se cogitaria em momento algum , que aquele amor tão ardentemente esperado pudesse um dia vir a agir de forma cruel e desumana. Impossível acreditar que aquela “alma gêmea” possa esconder um caráter de pessoa falsa, fria e calculista capaz de artifícios inimagináveis e sutis.
E então o castelo desmorona. ....Assim , abruptamente... sem aviso prévio...
No primeiro instante não se quer acreditar. Afinal o amor não racionaliza..
A decepção, a raiva, a vergonha pela exposição perante os colegas e a família  fazem a pessoa  desmoronar...
E o caminho que a levaria à porta da igreja, inevitavelmente se desvia e a deixa à porta do consultório psiquiátrico!
Como se levantar após sofrer uma desilusão amorosa?
Difícil aconselhar num momento assim doloroso.
A auto estima foi ferida. O ego está muito magoado. A dor não passa de uma hora para outra. Mas também não dura para sempre. É dar tempo ao tempo, mas impondo um limite para que a dor não se eternize.
Há um tempo para chorar e um tempo para pensar em renovação.

Lya Luft diz assim:
Sei que todos, algum dia, acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama. Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada: vale tudo menos chorar tempo demais. Pois há sempre coisas boas para pensar e realizar. “
Superar uma desilusão amorosa é muito difícil, mas não impossível!
Tire lições de aprendizado. Aprenda e siga em frente em busca de novas oportunidades
Este alguém que não valorizou seus sentimentos não merece que fique chorando por ele por muito tempo.
Abra seu coração a um novo amor.
 Mas antes, ame-se a si mesmo.

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  Uma dica de leitura
 
O pior dos vilões pode ser aquela pessoa na qual mais confiamos.
Relacionamentos que nascem como contos de fadas muitas vezes acabam gerando verdadeiros casos de polícia: o sapo não só deixa de se transformar em um belo príncipe como prova ser o disfarce de um escorpião.





O escritor Roberto Goldkorn mostra o que é necessário fazer para você não se tornar uma vítima da tirania na sua relação amorosa. Seu livro 'Dormindo com o inimigo' trata do assunto. 

 É claro que não há receitas prontas para conhecer o  ser humano na sua íntegra. Mas o autor  procura através de fatos  reais relatados  em seu consultório  mostrar ao leitor sinais que podem indicar uma personalidade torpe, dando orientações  de como escapar da tirania dos relacionamentos.


leituras relacionadas:


 



4 comentários:

  1. "É preciso saber viver o amor, e não morrer por causa dele." --W. Riso
    Em "Manual para não morrer de Amor", Walter Riso, psicólogo, mostra como é possível lidar com a rejeição, algo que tem afetado muitas pessoas em seus relacionamentos. -- Edite, li o livro e recomendo.
    Feliz Domingo!
    Paz

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  2. Realmente Paz, "Não morrer" por ele, o amor... Mas é difícil conviver com essa dor da rejeição. Em algum momento de nossas vidas acredito que grande parte das pessoas já conviveram com essa dor. Mas eu fiquei realmente abalada qdo tive conhecimento e presenciei a auto destruição de uma pessoa querida. Daí nasceu o texto. Eu, confesso, balbuciei algumas palavras de consolo, mas interiormente sei que "o tempo" é o melhor remédio.

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    1. Penso que o tempo em si não é remédio...
      O remédio está em como empregamos o tempo; em como alimentamos nossos pensamentos enqto o tempo passa. Alguma pessoas se recompõem de uma decepção amorosa no vapt-vupt enqto outras ficam lá morgando "no tempo que passa o tempo todo", fazendo da dor um sofrimento sem fim. "A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional." -- já nem mais sei o autor dessa mensagem... li que é do poeta e escritor mineiro Drummond de Andrade, mas tb li num livro em inglês, o que não isenta que tenha sido copiado (sem citação) do nosso Drummond de Andrade.

      O que viveu meia obra ou A Paixão Medida -- por C.Drummond de Andrade
      Nascer para não viver
      só para ocupar
      estrito espaço numerado
      ao sol-e-chuva
      que meticulosamente vai delindo
      o número
      enquanto o nome vai-se autocorroendo
      na terra, nos arquivos
      na mente volúvel ou cansada
      até que um dia
      trilhões de milênios antes do Juízo Final
      não reste em qualquer átomo
      nada de um hipótese de existência.

      (Ele escreveu qdo da morte do primeiro flho, que morreu meia hora depois de nascido... depois nasceu uma menina.)



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  3. Como enfrentar o fim do amor? http://www.youtube.com/watch?v=Hbw2iEZzecw

    bem, como enfrentar o fim de um amor... afinal, amor não é único... vai e vem...
    Paz

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