terça-feira, 29 de abril de 2014

O caso Bernardo Boldrini



Bernardo Boldrini , um rostinho que parecia feliz...
Quanta angústia, insegurança e medo deve ter passado essa criança.
É raro uma criança se apresentar sozinha em um fórum para prestar queixa contra o abandono afetivo do pai e a implicância da madrasta.
Para chegar a esse extremo, , devia estar no seu limite.
Bernardo, com 11 anos de idade, criança esperta de classe média alta já tinha discernimento suficiente para identificar se estava sendo ou não bem tratado . Sabia distinguir acolhimento de abandono. Haja visto que tivera anteriormente um bom convívio com a mãe, antes de seu suicídio. Assim também como convivia bem com a avó e outras pessoas da cidade. Pelas informações grande maioria dos moradores de Três Passos já identificara seu abandono e carência afetiva que procurava compensar em casa de amigos da escola.
A escola tem relatos de sua mudança de comportamento . Bernardo se mostrava indisciplinado em sala de aula, negava-se a fazer as atividades e negligente com os deveres de casa. Atitude de criança que procura chamar a atenção de forma negativa, com indisciplina, desobediência e atitudes agressivas. 
Mas fora da sala de aula Bernardo se mostrava gentil e educado. Todos na cidade relatam boas relações com Bernardo
A Igreja notou a ausência dos pais na formação catequética da criança. A própria catequista ajudou Bernardo na preparação da documentação necessária para sua 1ª Eucaristia, na qual o pai não compareceu.
Bernardo, uma criança que manifestou desejo de morar com outra família preterindo a sua...

Quanta angústia! Quanto desafeto! Quanto abandono!
Como deve ter sofrido essa criança!
Indefesa nas mãos de seus algozes...
Teria sofrido em seus últimos momentos? Teria percebido o que o esperava?
Teria tentado se desvencilhar?
Ou se entregou dócil como um cordeiro que vai para o sacrifício?
Monstruosidade! Covardia !
Não tenho palavras para definir tal comportamento desumano
Apenas indignação, revolta... 
 Compartilho a dor dos familiares e amigos que o queriam bem...

***********************************************************************
Bernardo Boldrini desapareceu de casa no dia 4 de abril. Após dez dias seu corpo foi encontrado dentro de um saco plástico, enterrado em uma cova rasa à beira de um rio em Frederico Westphalen cidade próxima de Três Passos, Rio Grande do Sul
Leandro Boldrini, o pai, a madrasta Graciele Ugolini e a amiga do casal Edelvânia Wirganovicz são os principais suspeitos e já se encontram presos, aguardando julgamento após a conclusão do caso. 
 ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Leia sobre o caso completo clicando nos links:
 




domingo, 27 de abril de 2014

lirio-do-amazonas



Nem me lembro quanto tempo faz que ganhei um exemplar dessa planta..
Lírio-do-amazonas é o seu nome , planta originária da América do Sul cultivada no Brasil, Peru e Colômbia.
Do pequeno exemplar que ganhei, replantei um outro vaso, ambos florescem todos os anos.
De fácil cultivo , não gosta de exposição direta à luz solar, preferindo ambientes sombreados com boa luminosidade . Solo argilo-arenoso , rico em matéria orgânica, rega adequada sem excesso e adubamento na época da floração, traz ótimos resultados.
O contraste intenso das folhas de um verde intenso com as flores alvíssimas acentua sua beleza.
Devido à suas flores pendentes em formato de estrela, é também conhecidaa como estrela-dalva , estrela de Belém ou estrela -da-anunciação. A floração acontece sempre no outono, início de inverno, quando aparece um ou mais pendões que suportarão o buquê de flores.

Difícil não olhar para esses delicados lírios e não pensar logo na parábola de Jesus “Olhai os lírios dos campos.”
Com certeza, Jesus foi muito feliz com a alusão à beleza natural dos lírios que “não trabalham nem fiam”e no entanto vestem tão belas e alvas roupagens.
Não estava Jesus defendendo a irresponsabilidade de uma vida sem compromisso. Temos que entender a parábola mais a fundo, uma linguagem figurada usada para nos dizer da obcessão que muitos podem ter por bens materiais ,dinheiro e poder, esquecendo-se de cuidar de sua espiritualidade.
Ficar muito envolvido em como ganhar sempre mais, como salvar seus próprios interesses acaba por anular a mensagem evangélica e a existência vai ficando vazia e distante de Deus.
A confiança na Providência Divina não nos tira responsabilidades. Ao contrário, ela é libertadora. Nos dá maior liberdade para assumir nossos compromissos com Deus e com a vida..
Tudo depende de Deus, mas também da boa vontade e empenho de cada um.

"Deus ajuda a quem cedo madruga"






quinta-feira, 24 de abril de 2014

Saborear a vida


Saborear a Vida “ é um livro que deveríamos ter e sempre que puder, retornar a ele e “saborear” suas belas mensagens
Pe. Léo scj, sacerdote da Comunidade Canção Nova, faleceu em janeiro de 2004 e deixou um grande legado em obras publicadas pela Canção Nova e editora Loyola.

Pe. Léo nos deixou também um acervo espiritual muito grande em seus livros e palestras, tratando sobretudo da restauração da pessoa humana, pela cura interior e pela restauração da família. Na Comunidade Bethânia era um incansável pregador de retiros para casais e para jovens; sabia atingir muito bem o coração de todos com uma pedagogia especial, com alegria e profundidade. ( Prof Felipe Aquino)

No livro acima citado, Padre Léo nos revela de maneira simples, com palavreado fácil e atraente que o segredo para uma vida intensa e produtiva é transformar tudo o que nos acontece em um aprendizado.
Viver é caminhar, diz ele. Isso significa que o caminho em si é absolutamente importante. É preciso senti-lo, apreciá-lo, saboreá-lo, degustá-lo, contemplando cada passo como um elemento importante na realização de sua meta".
Vivemos num mundo onde somos assolados diariamente por novidades tecnológicas, onde tudo nos leva a crer que adquirir cada vez mais coisas nos trará a felicidade. Há urgência em tudo que fazemos. O mercado a cada dia mais competitivo.
 Diante de nossa fragilidade , nossos defeitos e nosso egoísmo o mundo parece querer nos corromper. Deparamos com problemas que nos tiram a paz interior. E acabamos por mergulhar num vazio existencial. Atolados em nossos problemas, voltados para nossas dificuldades e anseios difíceis de alcançar, acabamos por não saborear a vida como ela é.
A vida não é feita somente de coisas alegres. Sempre há os dissabores.. É preciso saber dar o devido valor às coisas, usar de serenidade e equilíbrio em situações que parecem fugir do controle.
E aqui dá uma definição que me chamou a atenção: “ Equilibrado não é uma pessoa que nunca se altera. Equilibrado é uma pessoa que sabe voltar ao normal depois de se alterar. Pondera, auto avalia-se , mantém-se coerente e tem humildade suficiente para voltar ao ponto de partida. Consegue não agir pelo ímpeto de um momento de raiva ou euforia”
Bem, mas esse livro é muito rico de boas orientações. Lê-lo é como se estivéssemos batendo um papo carinhoso com o autor.
Há que o considere de autoajuda , mas eu o considero de boas e úteis reflexões.


Uma leitura que vale a pena conferir!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Feriadão...


E terminou o feriadão. Quero dizer, está quase terminando...
A esta hora algumas estradas devem estar num ritmo louco, consequência da volta para casa daqueles que aproveitaram o feriado prolongado para fugir um pouco de sua rotina estressante dos grandes centros.

E neste vai  e vem de trânsito louco e muitas vezes imprudente , estão também os meus. Foram dias intensos e, como sempre, ficou aquele gostinho de quero mais.
 E também a preocupação, até que o telefone toque e do lado de lá alguém diga: "acabamos de chegar! A viagem foi cansativa, mas estamos em casa."
***
Ah, essa inocência pueril!

O Lucas com os olhinhos brilhando diante da cesta de ovinhos de chocolate que o “Coelho” deixou durante a noite...

Ah, essa inocência pueril! Quisera não houvesse nunca nada que quebrasse essa magia...
Mas , infelizmente não há como fugir. Deixemos que o tempo se encarregue de mostrar que a vida nem sempre é tão doce como esta manhã de Páscoa...
Enquanto essa hora não chega, vamos alimentando-lhes a fantasia...
É tão bom observar as crianças, conviver com sua inocência e pureza.
Crianças não precisam de artifícios, não precisam fingir. São espontâneas no falar, no existir... Se gostam, demonstram. Se não gostam também...
De nós só querem amor e carinho, suas necessidades primárias satisfeitas com cuidado e atenção...
Poder correr, pular e rir de coisas bobas.
E na casa da vovó uma acolhida festiva recheada de muitas brincadeiras, mimos e guloseimas que deixam a mamãe de cabelos em pé... 
Mas é a casa da vovó. E na casa da vovó pode tudo, ou... quase tudo.

 E enquanto aguardamos o próximo feriadão, vamos matando a saudade com as fotos


 Maria Eduarda, fofíssima . Nossa princesinha manhosa...
...e Lucas tranquilamente sentado à sombra da pitangueira no quintal da casa da bisa..
-"Que biscoito mais delicioso..."

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aos pés do leito...



Lentamente eu me curvo para curar as suas costas.
Por alguns segundos meus olhos se fecham, como se a adiar aquele momento doloroso. Fugir, nem que seja por um instante da triste realidade.
Mas é preciso. E, como se eu fosse a mais exímia enfermeira, minhas mãos já um pouco mais hábeis pela frequência do gesto contínuo e diário começam a se movimentar.
Não é um momento fácil. Meus lábios cerram com força ao imaginar a dor que aquele ferimento está lhe causando.
Mas ela é doce, resignada. E como uma criança que se entrega aos cuidados da mãe que lhe trará alívio, pacientemente suporta o momento.
É assim que me sinto hoje: uma mãe cuidando da própria mãe .
Quando arrumo a sua fralda eu me transporto no tempo e penso em quantas vezes ela não repetiu o mesmo gesto comigo.
E quantas vezes não teve que inventar mil histórias para me convencer a ir pro banho. 
 Ela dificilmente se recusa ao banho, mas quando percebo que está um pouco indisposta neste momento, eu me pergunto: "Aos 97 anos não teria ela esse direito de escolher o seu momento para o banho, da mesma maneira que as crianças fazem aos 2 ou 3 anos?"
E assim , minha mãe no vazio de sua memória vai-me ensinando a me despir também das preocupações e lembranças do passado e a me deter apenas nas surpresas do presente.
A resignação sempre foi uma de suas qualidades (ou defeito) que mais admirei.
Não tinha desejos complexos, adaptava-se a qualquer situação. Talvez as dificuldades da vida tenha lhe dado essa elasticidade.
Quando às vezes nos relatava de suas dificuldades , que não foram poucas, das lutas do dia a dia, da pobreza , enfim de como a vida era dura, nunca  o fez com amargura ,frustração ou mágoa reprimida. Tinha sempre um sorriso no rosto como a dizer: “Ah, minha filha, você não sabe o que é a vida. Mas eu venci. O pouco que tenho me basta.” 
Sentia nela uma vencedora. E olhando-a no leito hoje, não consigo vê-la de outra maneira.
É como se continuasse a me dizer: Eu venci! Consegui criar todos vocês. E hoje os tenho aqui a meu redor dando-me conforto e carinho, suavizando meus últimos passos para a reta final.
Cuidar de você mãe, não significa obrigação, retribuição de afeto em reparação a sentimentos de culpa .
 Cuidar de você tem sim um pouco de gratidão, claro,mas principalmente tem a ver com amor, aprendizado e fortalecimento espiritual. 
14/04/1419:14:08

 
"Convivendo com minha mãe eu  me deparo com minha própria fragilidade e reflito sobre a efemeridade da vida."   ( edite)
*************************************************************************

domingo, 13 de abril de 2014

A ultima grande lição: resenha do filme


Este filme foi a mim indicado pela amiga Paz, leitora assídua deste blog. Um filme realmente encantador e que nos faz entender  quais são os verdadeiros valores da vida, o que realmente importa.

Vale a pena conferir.

 

O filme: "A ultima grande lição"
Resenha
Em nosso periodo escolar sempre há um professor que nos marcou por alguma razão. Seja por seu bom humor, sua facilidade em transformar a materia em algo tão agradável de aprender que mais parecia uma viagem, ou pelas lições que conseguia passar indo alem dos livros.
Assim era Morrie, antigo professor de Mitch nos tempos de Universidade. Mitch, agora era um  bem sucedido jornalista esportivo e Morrie, um apaixonado pela dança . Assim aproveitava seu tempo. Dançar era seu passatempo favorito até que uma doença degenerativa o surpreende . Mesmo a cada dia mais limitado  e com muitas dores, Morrie não  perdeu a lucidez e em seu rosto sempre havia um sorriso. Determinação,  força e coragem mantinham aquele homem resignado  com sua condição terminal . Costumava dizer:"Se você aprende a morrer, você aprende a viver"
E foi assim que Mitch encontrou seu antigo professor. Por dentro uma pessoa que se consumia a cada dia pela doença que não perdoava. Consciente de sua fase terminal, mas ainda rica em ensinamentos, lições que Mitch acolheu e que lhe favoreceu uma mudança de vida.
Foi difícil, mas Mitch apesar de sua agenda cheia de compromissos conseguiu um tempo para visitar semanalmente seu querido mestre. Os encontros aconteciam todas as terças-feiras em memória aos tempos de aulas que ocorriam no mesmo dia. Só que agora as aulas fugiam do padrão universitário.  Os ensinamentos de Morrie agora vinham da alma, do coração sofrido.   Eram aulas"onde o tema era a vida ", seus valores, família, emoções, dependência e sua aceitação.
Mitch, engolido diariamente pela rotina estressante, nao se permitia um tempo para si mesmo, muito menos para ficar próximo da pessoa que significava algo para ele.Amava sua noiva, mas o trabalho vinha sempre em primeiro lugar.
A troca de experiências com seu professor o levaram a mudar sua maneira de encarar a vida. Em sua fase de vida terminal, Morrie paradoxalmente  ensina a viver.
 Mostra que a vida e feita de pequenos momentos que muitas vezes sao engolidos por outras preocupações.
A questão da dependência fisica é um tema abordado de forma clara no filme. Assim como o valor da familia , os cuidados finais com o paciente, a presença e o apoio de familiares são fundamentais enquanto há vida.O quanto é importante a conquista de afetos, o perceber o outro, seus medos e anseios.
"Amem-se uns aos outros ou pereçam, ", dizia o professor colocando sempre o amor, a compaixão, a solidariedade como condição de vida plena.
"Na vida, nunca é tarde demais" para entender e melhorar o curso da mesma.
O importante é aprender a amar e a receber o amor.
.

Um filme que nos leva a refletir sobre o que realmente importa na vida.
************************************************************************
Deixo aqui o link do youtube ,caso o leitor se interesse pelo filme.


Peço desculpas ao leitor que já esteve aqui. Como postei o texto de um dispositivo android e pela não familiarização com o mesmo, não consegui "colar" o link anteriormente.
 Quero acrescentar também que o filme foi baseado numa história real entre Mitch e seu professor Morrie. Nas 13 últimas terças feiras  em que o visitou foram gravados trechos das lições que também foram reescritas em livro: Tuesdays witch Morrie ( terças -feiras com Morrie), o qual gostaria de ler se tiver oportunidade.